Os principais índices de Wall Street encerraram a sessão desta sexta-feira (17) em alta expressiva, com o S&P 500 e o Nasdaq renovando máximas históricas de fechamento pelo terceiro dia consecutivo. O otimismo dos investidores reflete o anúncio do Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais durante o período de cessar-fogo entre Israel e Líbano.
Desempenho dos índices
No encerramento do pregão, o índice Dow Jones avançou 1,79%, atingindo 49.447,92 pontos. O S&P 500 subiu 1,20%, encerrando em 7.126,03 pontos e superando a barreira dos 7.100 pontos pela primeira vez. O Nasdaq registrou alta de 1,52%, aos 24.468,48 pontos. No acumulado semanal, o setor de tecnologia liderou os ganhos com uma valorização de 6,84%.
Cenário geopolítico
A reabertura da passagem marítima, confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, gera expectativas quanto a uma resolução do conflito. O governo dos Estados Unidos indicou que as negociações devem avançar, com um possível encontro entre representantes das partes envolvidas previsto para este final de semana em Islamabad.
Apesar do otimismo, persistem incertezas no cenário global. O bloqueio naval americano aos portos iranianos permanece ativo, e autoridades locais sugeriram a possibilidade de um novo fechamento do Estreito de Ormuz caso a medida de restrição não seja totalmente suspensa.
Perspectivas para o mercado
Especialistas apontam que, embora a estabilização regional favoreça o ambiente macroeconômico, os preços do petróleo devem manter patamares elevados no curto prazo. Julia Hermann, estrategista da New York Life Investment Management, ressalta que as pressões inflacionárias globais não devem ceder imediatamente.
A analista destaca que a redução das tensões pode permitir que a Política Monetária internacional retorne à trajetória planejada antes do agravamento da crise. O foco do mercado agora se volta para a confirmação de acordos sobre o programa nuclear iraniano, ponto que ainda carece de validação oficial por porta-vozes do governo de Teerã.
Fonte: Globo