Uma subcomissão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, focada em investigações sobre fraudes no Banco Master, solicitou acesso a informações financeiras e fiscais sigilosas obtidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A CPI encerra suas atividades nesta terça-feira (14).
O grupo, sob a coordenação do senador Renan Calheiros (MDB-AL), aprovou um requerimento para obter da CPI do Crime Organizado oitivas, relatórios e quebras de sigilo. Esses materiais foram utilizados na investigação de operações financeiras relacionadas ao caso Master.
A subcomissão da CAE, que não possui poder para solicitar quebras de sigilo, depende do compartilhamento de informações de órgãos como o Banco Central, a Polícia Federal, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Controladoria-Geral da União (CGU). A entrega de dados sigilosos cabe às instituições e ao ministro relator dos inquéritos do Master, André Mendonça.
Segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), as provas reunidas pela CPI podem indicar a existência de práticas ilícitas no sistema financeiro, o que seria crucial para o trabalho da CAE. O compartilhamento dessas informações é visto como essencial para aprofundar a análise técnica.
Com o término da CPI do Crime Organizado, seus materiais sigilosos podem se tornar inacessíveis. O repasse para a comissão do Master permitiria que os senadores continuassem a análise dessas provas.
Adicionalmente, a subcomissão convidou o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, ex-conselheiros da instituição, representantes do escritório de advocacia Machado Meyer e da consultoria Kroll. O objetivo é compreender a auditoria independente realizada pelo BRB sobre negociações com o Master, cujo resultado foi encaminhado à Polícia Federal.
Os senadores também aprovaram um convite ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, para depor sobre o colapso do Banco Master, na sua função de presidente do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Fontes: Globo Moneytimes