Relator da CPI do Crime Organizado critica ‘sabotagem’ e rebate STF

Relator da CPI do Crime Organizado critica ‘sabotagem’ nas investigações e rebate críticas de ministros do STF sobre pedidos de indiciamento.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirmou que as investigações da comissão foram “sabotadas” devido a constantes pedidos de habeas corpus que impediam a realização de depoimentos. Em entrevista, ele também rebateu críticas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os pedidos de indiciamento presentes no relatório final.

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O relatório preliminar da CPI, entregue nesta manhã, inclui pedidos de indiciamento de ministros do STF como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Vieira citou o caso do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que prestou depoimento por escrito, como um exemplo inusitado das dificuldades enfrentadas.

Segundo o relator, os ministros citados deveriam ter se declarado suspeitos para julgar o caso do Banco Master no Supremo, devido a supostas relações de proximidade com os envolvidos na investigação. Vieira enquadra os indiciados em critérios de descumprimento da lei, como proferir julgamento quando suspeito ou proceder de modo incompatível com a honra e dignidade das funções.

Ministro Flávio Dino defende colegas do STF

O ministro Flávio Dino defendeu os colegas do STF em uma rede social, chamando os pedidos de indiciamento de “alvo de injustiças” e “imenso erro histórico”. Ele destacou as ações do Supremo e da PGR contra o Crime organizado e criticou a visão de que o STF seria o “maior problema nacional”.

Em resposta às críticas, Vieira afirmou que a declaração de Dino revela um método de “politização e ameaça”, ao invés de abordar fatos concretos. Ele questionou a postura de alguns ministros em relação a decisões judiciais e quebras de sigilo.

O ministro Gilmar Mendes também se pronunciou, afirmando que a iniciativa leva a uma reflexão sobre os limites de atuação das CPIs e a tentativa de criminalizar decisões judiciais. Vieira rebateu, acusando Mendes de politizar fatos concretos e questionando sua atuação em casos específicos.

Fonte: G1

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