Petrobras retoma obra de fábrica de fertilizantes em MS com US$ 1 bilhão

Petrobras retoma obras de fertilizantes em MS com investimento de US$ 1 bilhão. Projeto visa reduzir dependência de importações e iniciar operações em 2029.

A Petrobras anunciou a retomada das obras da Unidade de fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. O projeto, paralisado desde 2015, receberá um Investimento estimado de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5 bilhões) para sua conclusão. A previsão é que as operações comecem em 2029.

A UFN-III integra a estratégia da companhia de retornar ao mercado de fertilizantes, iniciada em 2023. O objetivo é ampliar o uso do gás natural e reduzir a dependência brasileira de importações no setor. A decisão foi aprovada pelo conselho de administração e faz parte do Plano de Negócios 2026-2030 da companhia.

Segundo a estatal, a reavaliação do projeto confirmou sua viabilidade econômica. O Valor Presente Líquido (VPL) foi positivo em todos os cenários analisados. A Petrobras informou que as etapas internas de aprovação foram concluídas e a companhia avançará para a fase final de contratação. A expectativa é a retomada das obras ainda no primeiro semestre de 2026.

Histórico da obra

A Unidade começou a ser construída em 2011, durante um período de Política expansionista da estatal. Com a crise econômica e política em 2015, a obra foi interrompida, quando estava 80% concluída. Com as obras paralisadas, a unidade entrou na lista de desinvestimentos da Petrobras. Uma tentativa de venda em 2019 não foi concretizada.

Tentativa de venda frustrada

Em fevereiro de 2022, foi anunciada a venda para a empresa russa Acron. A assinatura do contrato dependia do aval da área de governança da petrolífera. A guerra na Ucrânia, iniciada 20 dias depois, abortou a operação. Na época, o governo de Mato Grosso do Sul informou que a Petrobras havia gasto mais de R$ 3 bilhões na construção da fábrica.

Capacidade prevista

Quando finalizada, a unidade terá capacidade para produzir cerca de 3,6 mil toneladas diárias de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia. A produção será destinada principalmente aos Estados do Centro-Oeste e Sudeste. Essas regiões apresentam forte demanda do agronegócio. O projeto utiliza tecnologias de alta eficiência. Sua localização próxima a grandes centros consumidores deve aumentar a competitividade logística e a confiabilidade do abastecimento nacional de fertilizantes.

Fonte: Estadão

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