Paulo Mendes da Rocha: MuBE expõe arquitetura com foco em pautas ambientais

Exposição “A Terceira Margem da Cidade” no MuBE celebra Paulo Mendes da Rocha e sua arquitetura com foco em pautas ambientais e intervenções sustentáveis.

A exposição “A Terceira Margem da Cidade”, em cartaz no Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia (MuBE), explora a obra do arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha sob a perspectiva de questões ambientais. A mostra, que celebra os 30 anos do museu, destaca a visão de Mendes da Rocha de melhorar a qualidade de vida com intervenções mínimas e sustentáveis.

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Obras que refletem a relação entre urbanismo e natureza

A exposição apresenta peças que abordam a reciclagem, o sistema rodoviário e o transporte público. Uma obra de Gordon Matta-Clark, por exemplo, utiliza objetos reciclados para criar um bloco maciço, remetendo à transformação de espaços, como o Sesc 24 de Maio, projetado por Mendes da Rocha.

Fotografias aéreas de Cássio Vasconcellos questionam o sistema rodoviário, mostrando um cenário caótico onde carros circulam livremente, mas as avenidas dificultam o transporte público. Outra instalação, de Héctor Zamora, explora o deslocamento urbano ao apresentar uma bicicleta carregando tijolos.

Diálogo com a água e barreiras simbólicas

Mapas ferroviários adaptados a rios e croquis de Mendes da Rocha, como o Cais das Artes em Vitória, desenvolvem a relação entre sociedade e água. Uma escultura de Arthur Lescher utiliza malha metálica e cilindros prateados para denunciar os efeitos da industrialização sobre as fontes hídricas.

A exposição também aborda barreiras simbólicas, como o projeto da cidade linear The Line, na Arábia Saudita. Mapas com linhas e círculos vermelhos identificam muros fronteiriços e rotas de imigração, refletindo conflitos regionais e a crítica de Mendes da Rocha ao colonialismo.

Soluções para o futuro e intervenções comunitárias

O segmento final da exposição sugere soluções para o futuro, com desenhos infantis e fotografias de atividades comunitárias. Uma instalação da Fazendinhando, que reaproveita objetos descartados, simula uma sala com o dizer “favela regenera”.

Na praça do museu, uma minifloresta da Formigas de Embaúba ilustra o início de um processo de reflorestamento e manejo da terra, antecipando um futuro mais sustentável.

Fonte: UOL

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