O Exército cumpriu mandados de prisão contra três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no chamado núcleo 4 da trama golpista. O grupo foi acusado de disseminar desinformação nas redes sociais e atacar a Justiça Eleitoral em uma tentativa de viabilizar um golpe de Estado.






As prisões ocorreram após o STF declarar o trânsito em julgado das condenações, sem possibilidade de novos recursos. O ministro Alexandre de Moraes determinou o início imediato do cumprimento das penas.
Foram presos o major da reserva Ângelo Denicoli, condenado a 17 anos de prisão, o subtenente Giancarlo Rodrigues, a 14 anos, e o tenente-coronel Guilherme Almeida, a 13 anos e 6 meses.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os réus teriam utilizado a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionar adversários políticos e produzir e disseminar informações falsas contra o processo eleitoral e instituições democráticas.
Além dos presos, foram condenados outros quatro réus: o coronel Reginaldo Abreu, foragido nos Estados Unidos; o agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet; o ex-major Ailton Moraes Barros; e o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha, foragido no Reino Unido.
A Primeira Turma do STF rejeitou por unanimidade os recursos da defesa dos sete réus. Ficou comprovado que o grupo criou e espalhou notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e o Poder Judiciário com o intuito de promover instabilidade política.
Também foi reconhecido o uso indevido da Abin para produzir fake news e monitorar clandestinamente autoridades, ação conhecida como “Abin Paralela“.
Os militares e o policial federal foram condenados por crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático.
Outro efeito da condenação é a perda dos cargos públicos e a inelegibilidade dos réus por oito anos, conforme previsto na Lei da Ficha Limpa.
Fonte: Moneytimes