Fachin diz que STF tem ‘compreensões distintas’ sobre embates entre ministros

Presidente do STF, Edson Fachin, comenta divergências internas e reafirma decisão sobre o comando do Rio de Janeiro após embates entre ministros.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, classificou nesta sexta-feira (10) como “compreensões distintas” as divergências entre ministros da corte durante o julgamento sobre as eleições para o mandato-tampão no Rio de Janeiro. Fachin comentou o episódio em um evento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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O ministro Luiz Fux havia criticado comentários generalizados sobre a degradação institucional no Rio de Janeiro, citando o caso Master, que envolve investigações sobre o banco de Daniel Vorcaro e atinge integrantes do Supremo, gerando uma crise no tribunal.

“Eu imagino que todo o colegiado tenha, obviamente, compreensões distintas. Os repórteres, quando estão na Redação do jornal, nem todos têm a mesma compreensão sobre os mesmos fatos. Imagine os senhores magistrados julgando essa matéria. Mas o que é importante é que o colegiado se pronunciou”, afirmou Fachin.

Fachin também comentou o apoio do Judiciário ao desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ, para comandar o estado. Ele confirmou que a decisão do Supremo é que o governador em exercício é o presidente do Tribunal de Justiça do Estado.

Na quinta-feira (9), Fux defendeu o Rio de Janeiro após críticas à degradação institucional do estado feitas por Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino durante a sessão que analisava o pedido do PSD-RJ para a realização de eleições suplementares diretas no estado.

Fux considerou os comentários “manifestação de profundo descrédito em relação ao Rio de Janeiro de forma generalizada”. Ele ressaltou que há bons políticos no estado que representam o Rio de Janeiro na Câmara Federal.

Edson Fachin, presidente do STF
Edson Fachin, presidente do STF, em evento no Rio de Janeiro.

O caso Master é o centro de uma crise no Supremo, envolvendo pagamentos ao escritório da mulher de Alexandre de Moraes e ligações de empresas da família de Dias Toffoli com fundos de investimentos do Banco Master. Gilmar Mendes também foi citado por ter pego carona em um avião de empresa ligada a Daniel Vorcaro.

Fonte: UOL

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