Alemanha debate descriminalizar evasão de tarifa e evitar prisão

Alemanha avalia descriminalizar evasão de tarifa em transportes públicos para evitar prisões de pessoas sem condições de pagar multas.

A Alemanha discute a possibilidade de descriminalizar a evasão de tarifa em transportes públicos, buscando evitar que passageiros sem bilhete sejam enviados para a prisão. A pena atual, conhecida como “Ersatzfreiheitsstrafe” (sentença de prisão substituta), pode resultar em até um ano de reclusão para quem não paga a multa.

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Proposta de descriminalização

A Ministra da Justiça, Stefanie Hubig, propôs a mudança, argumentando que pessoas que não podem pagar a passagem e acabam na prisão não deveriam estar lá. A ideia é reclassificar a evasão de tarifa de um crime para uma infração civil, similar ao estacionamento irregular. A proposta visa reduzir os custos para o sistema judicial, estimados em cerca de 200 milhões de euros anualmente.

Apoio e oposição à medida

A Associação Alemã de Advogados (DAV) apoia a iniciativa, destacando o questionável benefício público da criminalização e o imenso dano social causado. No entanto, a União Democrata-Cristã (CDU) e a União Social-Cristã (CSU) criticam a proposta, sugerindo que o Ministério da Justiça deveria focar em problemas mais graves. Sindicatos policiais também alertam para o risco de que a medida desestimule o pagamento de tarifas.

Iniciativas de apoio e cidades que já agem

A iniciativa “Freiheitsfonds” (fundo de liberdade) tem lutado contra a lei, que remonta à era nazista. A organização já auxiliou quase 1.700 pessoas, muitas das quais acabaram presas por não poderem pagar multas. Atualmente, 13 cidades alemãs, incluindo Frankfurt am Main, Colônia, Bonn e Leipzig, já optaram por não apresentar acusações criminais contra pessoas flagradas sem bilhete.

Passageiros em um trem na Alemanha.
A evasão de tarifa na Alemanha pode levar à prisão.

Fonte: Dw

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