O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou que os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveriam ser presos, e não apenas sofrer processo de impeachment.
Zema fez essas declarações durante um encontro com empresários na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Ele criticou o que chamou de figuras “intocáveis” em meio a recentes acusações de escândalos de corrupção, mencionando o caso do Banco Master. Segundo ele, essas questões relacionadas ao Judiciário geram um desejo por mudança no país.
“Esses dois para mim não merecem só processo de impeachment, merecem prisão para mim”, afirmou Zema em entrevista após o evento.
O pré-candidato reiterou que pretende levar sua campanha até o fim, mas indicou que apoiará o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno, caso não avance. Ao ser questionado sobre as divergências programáticas entre sua pré-candidatura e a de Flávio Bolsonaro, Zema mencionou ter “propostas diferentes”.
“Nós estaremos todos juntos no segundo turno contra a esquerda, contra o PT, contra o (presidente) Lula“, disse. Ele destacou a necessidade de os concorrentes apresentarem propostas claras, citando como exemplo sua própria gestão em Minas Gerais, onde abriu mão de mordomias e privilégios.
Sobre um vídeo gravado com Flávio Bolsonaro, no qual o convidou para ser seu vice, Zema descreveu o momento como de “descontração”.
Zema também criticou o Partido Liberal (PL), acusando alguns de seus integrantes de serem corruptos e antidemocráticos, referindo-se a “frutas podres” na legenda.
O pré-candidato defendeu alterações na forma de indicação de ministros para o STF, sugerindo que os nomes venham de listas filtradas pelo Senado, Câmara e Superior Tribunal de Justiça, antes de chegar ao presidente. Ele acredita no impeachment de pelo menos dois magistrados, citando as investigações do caso Banco Master.
Zema também se posicionou a favor da anistia para envolvidos em atos golpistas, argumentando que o Brasil carrega um “peso e uma injustiça”. Ele ponderou que a punição deve ser por depredação, e não por tentativa de golpe de Estado.
Ele criticou propostas como o fim da jornada 6×1 e a gratuidade do transporte público, classificando-as como “populismo do PT”. Zema também sugeriu que a CLT deveria ter menor participação e que novas formas de trabalho mais modernas deveriam ser criadas.
O presidenciável também criticou o programa Bolsa-Família, alegando que ele “paga para marmanjo de 20 anos ficar jogando videogame e passar o dia na rede social”.