Representantes dos setores produtivo, do comércio e varejistas divulgaram um manifesto defendendo a manutenção da chamada “taxa das blusinhas”, que impõe a cobrança de impostos federais e estaduais na importação de produtos, mesmo aqueles com valor até US$ 50.

O documento, assinado por 53 entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), argumenta que a medida gerou empregos e trouxe benefícios ao consumidor.
Segundo o manifesto, a redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional resultou em inflação menor em itens como têxteis, vestuário e calçados. O fortalecimento da produção local também ampliou a oferta de produtos com qualidade assegurada e conformidade com normas nacionais.
As entidades afirmam que a taxa das blusinhas não retraiu o consumo, citando pesquisa que indica que apenas 12% dos consumidores deixaram de comprar nessas plataformas após a retomada do imposto. Mesmo com a tributação, a carga tributária das plataformas estrangeiras ainda é significativamente menor que a do varejo e indústria nacionais.
O discurso coincide com o do vice-presidente, Geraldo Alckmin, que defendeu a taxa para proteger a produção, o emprego e a renda no país, destacando que a carga tributária sobre produtos brasileiros é maior.
Taxa das blusinhas
Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A taxação atendeu a um pedido de segmentos da indústria nacional diante da diferença de carga tributária.
Arrecadação em alta
No acumulado de 2025, a taxa das blusinhas arrecadou R$ 5 bilhões, auxiliando o governo no atingimento da meta fiscal. Em janeiro deste ano, a arrecadação federal foi de R$ 425 milhões, um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. O setor produtivo considera a medida um avanço para a competitividade nacional e justiça tributária.
Fonte: G1