O Banco do Brasil (BB) revisou o preço-alvo das ações da Vale (VALE3) para R$ 89,00 em 2026, um aumento em relação aos R$ 75,00 anteriores. A atualização incorpora os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), novas estimativas da companhia e premissas atualizadas para commodities.






Apesar da elevação no valuation, o BB BI manteve a recomendação neutra para os papéis da mineradora. A instituição financeira indica que parte do cenário mais construtivo para a Vale já pode estar refletida nos preços atuais das ações.
A revisão do modelo de análise considerou mudanças nas projeções operacionais e macroeconômicas, com foco especial no comportamento do minério de ferro, principal fator que impulsiona a tese de investimento na empresa.
A Vale se destaca pela sua política de retorno ao acionista. Entre janeiro e março de 2026, a mineradora distribuiu US$ 2,8 bilhões em proventos, o equivalente a R$ 3,58 por ação. Este valor inclui dividendos ordinários referentes ao segundo semestre de 2025 e US$ 1 bilhão em dividendos extraordinários.
“A forte geração de caixa segue sustentando a distribuição de proventos, inclusive extraordinários”, aponta o relatório do BB.
Para 2026, a expectativa dos analistas é de continuidade na geração de fluxo de caixa positivo. Há espaço adicional para remuneração aos acionistas, seja por meio de dividendos extraordinários ou recompras de ações, condicionado à evolução da dívida líquida expandida da companhia.
Segundo o banco, a probabilidade de distribuições adicionais aumenta à medida que a dívida líquida expandida recua para níveis abaixo de US$ 15 bilhões, que é o centro da meta estabelecida pela Vale. Ao final de 2025, a dívida líquida expandida da empresa estava em US$ 15,6 bilhões.
Assim, embora o BB reconheça a solidez operacional e financeira da Vale, a manutenção da recomendação neutra reflete uma visão equilibrada entre o potencial de valorização das ações e os riscos associados ao cenário de commodities, especialmente a volatilidade do minério de ferro.
Fonte: Moneytimes