A UGT (União Geral de Trabalhadores) defende uma maior participação das empresas na prevenção de suicídios relacionados ao ambiente de trabalho. Segundo o secretário-geral da entidade, Pepe Álvarez, o silêncio corporativo sobre o sofrimento psicológico dos funcionários precisa ser rompido para evitar desfechos fatais.
O que você precisa saber
- AUGTpropõe incluir a saúde mental na pauta de negociações coletivas com as patronais.
- O sindicato exige a inclusão de agentes sociais no Observatório para a Prevenção do Suicídio do governo.
- Setores como saúde, segurança, construção e omercado financeiroapresentam maior risco de esgotamento emocional.
Impacto do ambiente laboral
O relatório apresentado pela entidade aponta que, embora não existam estatísticas oficiais que liguem diretamente o trabalho a todos os casos de suicídio, há indícios claros de que ambientes tóxicos, marcados por assédio ou sobrecarga, atuam como gatilhos. A organização destaca que a falta de dados integrados dificulta a criação de políticas públicas eficazes.
Reivindicações ao governo e empresas
Além da pressão sobre o setor privado, a UGT cobra que o governo acelere a reforma da lei de prevenção de riscos laborais. A entidade critica a exclusão dos sindicatos de instâncias decisórias sobre o tema. Para a responsável pela área de Saúde Laboral, Patricia Ruiz, empresas que adotam protocolos de apoio salvam vidas e devem tratar o sofrimento emocional com seriedade, combatendo estigmas internos.
Fonte: Elpais