UE enfrenta escassez de combustível de aviação se Estreito de Ormuz não reabrir

UE pode enfrentar escassez de combustível de aviação se Estreito de Ormuz não reabrir em três semanas, alerta entidade aeroportuária.

A União Europeia poderá enfrentar uma escassez sistêmica de combustível de aviação caso o Estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de petróleo e gás, não seja totalmente reaberto nas próximas três semanas. A informação foi divulgada por uma entidade que representa os aeroportos do bloco econômico.

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Reservas em níveis baixos

A Associação Internacional de Aeroportos Europa (ACI Europe) alertou que as reservas de combustível de aviação estão baixas. Além disso, a atividade militar na região tem pressionado ainda mais o abastecimento, elevando a demanda.

Em carta enviada ao comissário de transportes da UE, a entidade expressou preocupações crescentes do setor aeroportuário sobre a disponibilidade do combustível. A ACI Europe solicitou monitoramento e ação proativa por parte da União Europeia.

Impacto na temporada de verão

A proximidade da temporada de verão europeia, período crucial para o turismo e para a economia de muitos países do bloco, intensifica as preocupações. A demanda por viagens aéreas aumenta significativamente nessa época.

Alguns países asiáticos, como o Vietnã, já iniciaram o racionamento de combustível de aviação. Na Europa, embora ainda não haja falta generalizada, os preços do combustível já dobraram.

Preços elevados e restrições

Os preços de referência do combustível de aviação no noroeste europeu mais que dobraram em relação aos níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio. Companhias aéreas europeias afirmam ter combustível para algumas semanas, mas fornecedores não garantem entregas para maio.

Quatro aeroportos italianos implementaram restrições ao combustível após interrupções no fornecimento. A ACI Europe pediu um mapeamento e monitoramento em toda a UE para coordenar a resposta do setor.

Uma crise de abastecimento pode prejudicar gravemente as operações aeroportuárias e a conectividade aérea, com riscos de impactos econômicos severos para as comunidades afetadas e para a Europa.

Companhias aéreas já começaram a cortar serviços, pois os preços mais altos tornaram algumas rotas não lucrativas. A Delta Air Lines previu US$ 2 bilhões em custos adicionais de combustível entre abril e junho.

Fonte: UOL

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