Países europeus se comprometeram a auxiliar os Estados Unidos na liberação do Estreito de Ormuz, caso seja necessário, diante da interdição da rota estratégica pelo Irã. O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, confirmou que a aliança está disposta a atuar em uma eventual missão no estreito.


O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, indicou ao presidente americano, Donald Trump, que a Alemanha apoiaria uma missão para assegurar as rotas marítimas, mas ressaltou a necessidade de um mandato internacional, preferencialmente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A Rússia, como membro permanente, possui poder de veto sobre tais resoluções.
O presidente francês, Emmanuel Macron, destacou que mais de 15 nações estão colaborando para reabrir Ormuz. A iniciativa, liderada pela França, abrange países da Ásia, Europa e Oriente Médio.
“Cerca de 15 países estão atualmente mobilizados e participando do planejamento, liderado pela França, para permitir a implementação de uma missão estritamente defensiva em coordenação com o Irã, quando as condições forem adequadas, para facilitar a retomada do tráfego marítimo”, explicou Macron.
Em paralelo, Trump criticou a Otan em sua plataforma Truth Social, afirmando que a organização só age sob pressão.
Rutte informou a aliados que Trump espera compromissos concretos nos próximos dias para garantir o fluxo no Estreito de Ormuz, segundo diplomatas europeus ouvidos pela Reuters. A porta-voz da Otan, Allison Hart, confirmou que os EUA esperam ação para garantir a liberdade de navegação no estreito.
Fonte: Infomoney