O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua plataforma Truth Social para criticar publicamente figuras de seu próprio movimento, o MAGA (Make America Great Again). Termos como “QI baixo”, “pessoas estúpidas”, “perdedores”, “louca” e “falido” foram direcionados a personalidades como Tucker Carlson, Megyn Kelly, Candace Owens e Alex Jones, que expressaram ressalvas sobre a política externa do presidente, especialmente em relação ao Irã.


Tucker Carlson, ex-apresentador da Fox News e antigo aliado, aconselhou Trump a evitar um conflito no Irã, classificando a guerra como “injusta” e “errada”. Ele chegou a sugerir que militares deveriam se opor a ordens presidenciais que envolvessem ataques ao país.
Megyn Kelly, também ex-âncora da Fox News, manifestou cansaço com a postura de Trump, questionando sua capacidade de agir de forma “normal”. A influenciadora de direita Candace Owens, que já apoiou Trump, expressou decepção e defendeu a invocação da 25ª Emenda, que prevê a substituição do presidente em caso de incapacidade.
Alex Jones, descrito como um teórico da conspiração, também teve a 25ª Emenda defendida por ele e foi chamado de “falido” por Trump. Críticas a Trump também têm surgido na própria Truth Social, com usuários questionando sua sanidade e alienando a base de apoio.
Segundo Jonathan Hanson, cientista político da Universidade de Michigan, as críticas recentes dentro do movimento MAGA indicam sinais de desgaste no apoio a Trump. Ele aponta dificuldades em áreas como economia e política externa como fatores que contribuem para a queda de popularidade.
Hanson observa que, embora a base mais fiel de Trump historicamente se mantenha firme, inconsistências entre suas ações e promessas começam a surgir. A expectativa de que Trump evitaria novos conflitos externos, por exemplo, contrasta com suas ameaças atuais.
O cientista político identifica “fissuras” no movimento, especialmente entre influenciadores da mídia conservadora. Parlamentares republicanos, por outro lado, demonstram cautela por receio de retaliações políticas. Hanson sugere que parte desse grupo já pensa no futuro do movimento, considerando a possibilidade de derrotas eleitorais e a piora do cenário econômico.
Fonte: UOL