O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (data) que a Procuradora-Geral Pam Bondi deixará o cargo. Trump elogiou Bondi em sua plataforma Truth Social, descrevendo-a como uma “Patriota Americana e amiga leal” que serviu fielmente como sua Procuradora-Geral durante o último ano.






Segundo Trump, Bondi realizou um “trabalho tremendo” na supervisão de uma “repressão massiva ao crime em todo o nosso país”. Ela fará a transição para um novo e importante cargo no setor privado, cujos detalhes serão anunciados em breve.
O vice-Procurador-Geral, Todd Blanche, assumirá o cargo interinamente. Blanche atuou como um dos advogados pessoais de Trump em diversos casos criminais antes de sua eleição para o segundo mandato.
Motivos para a demissão de Bondi
A demissão ocorre em meio a críticas em Washington sobre a condução de Bondi no manejo de arquivos investigativos relacionados ao financista Jeffrey Epstein. Relatos também indicaram que Trump estaria frustrado com a lentidão de Bondi em processar críticos e adversários de sua administração.
Em particular, o departamento de Bondi não obteve sucesso na acusação de figuras como o ex-diretor do FBI James Comey e a Procuradora-Geral de Nova York, Letitia James, que Trump considerava inimigos.
Antes de seu cargo na Casa Branca, Bondi atuou como promotora por 18 anos e foi eleita Procuradora-Geral da Flórida em 2010, tornando-se a primeira mulher a ocupar o posto. Como forte apoiadora do presidente, Bondi integrou a equipe jurídica de Trump durante seu primeiro processo de impeachment e, posteriormente, ajudou a promover as alegações falsas de fraude eleitoral após a derrota de Trump em 2020.
Democratas celebram a saída de Bondi
A demissão de Bondi segue a de Kristi Noem, que foi removida da chefia do Departamento de Segurança Interna há quase um mês. Parlamentares democratas elogiaram a saída de Bondi, criticando duramente seu trabalho e seu legado no departamento de justiça.
A senadora democrata Elizabeth Warren, de Massachusetts, afirmou que, sob a gestão de Pam Bondi, o Departamento de Justiça se tornou um “esgoto de corrupção”. Ela acrescentou que Bondi será lembrada por “bloquear a liberação dos arquivos de Epstein e por instrumentalizar o DOJ contra os oponentes políticos de Trump”.
O senador Mark Warner, da Virgínia, declarou que Bondi negou transparência às vítimas de Epstein e “minou ainda mais a confiança em nosso sistema de justiça”. Ele concluiu que os americanos merecem um Departamento de Justiça focado em entregar justiça, e não em servir à agenda de interesse pessoal e político de um presidente.
Bondi ainda enfrenta uma intimação para comparecer perante o Congresso, na Comissão de Supervisão da Câmara, em 14 de abril. A convocação faz parte da investigação contínua sobre como o Departamento de Justiça lidou com a liberação dos arquivos de Epstein.
O presidente da comissão, o republicano James Comer, informou que ele e seus colegas decidirão se ainda desejam aplicar a intimação. No entanto, democratas instaram a comissão a prosseguir, com o democrata Robert Garcia afirmando que Bondi “não escapará da responsabilidade e continua legalmente obrigada a comparecer perante nossa Comissão sob juramento”.
Fonte: Dw