Líderes europeus reagiram às declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de os Estados Unidos deixarem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Trump expressou insatisfação com a aliança militar por sua falta de apoio à guerra no Irã, segundo informações divulgadas.


Nos bastidores, Trump já havia ameaçado parar de fornecer armas à Ucrânia no combate contra a Rússia. Ele demandava que os europeus auxiliassem na reabertura do estreito de Hormuz, passagem crucial para o mercado de petróleo, que os iranianos mantêm interditada.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu a Otan, descrevendo-a como a aliança militar mais eficaz já vista. Ele afirmou o total compromisso do Reino Unido com a organização, que Trump classificou como um “tigre de papel”.
O governo francês também demonstrou irritação com as palavras de Trump, ressaltando que a aliança militar foi criada para garantir a segurança na área euro-atlântica, e não para operações ofensivas no Oriente Médio.
A secretária do Exército francês, Alice Rufo, explicou que a Otan é voltada para a segurança da região euro-atlântica e não foi projetada para realizar operações no estreito de Hormuz, o que seria uma violação do direito internacional. Rufo mencionou que Paris trabalha em um plano para restaurar o trânsito e a liberdade de navegação por meios não ofensivos.
O gabinete do presidente finlandês, Alexander Stubb, informou que o líder conversou com Trump por telefone e destacou que uma “Otan mais europeia” estava tomando forma, com a Europa assumindo mais responsabilidades. Stubb descreveu a discussão como construtiva e pragmática.
A ideia de uma Otan “mais europeia” será discutida na cúpula anual da aliança militar em Ancara, em julho.
Fonte: UOL