O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Irã contra a cobrança de pedágios para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz. A declaração foi feita em redes sociais, após relatos de que o país estaria impondo taxas a petroleiros na rota marítima crucial.
“Há relatos de que o Irã está cobrando taxas de petroleiros que passam pelo Estreito de Ormuz”, escreveu Trump. “É bom que não estejam e, se estiverem, é bom que parem agora!”
A declaração de Trump sugere que os EUA se opõem a qualquer arranjo em que o Irã utilize sua posição estratégica no estreito para gerar receita, inclusive para fins de reconstrução após a guerra.
Anteriormente, Trump havia mencionado a possibilidade de os próprios Estados Unidos cobrarem essas taxas de passagem. “Eu preferiria fazer isso do que deixar que eles fiquem com isso”, afirmou.
Os Estados Unidos e o Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas, com conversas diretas previstas para ocorrer no Paquistão. A cobrança de pedágios em rotas marítimas internacionais é geralmente considerada uma violação do direito marítimo.
O Irã indicou planos para cobrar as taxas mesmo antes do cessar-fogo, com o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, declarando que o país “com certeza levará a gestão do Estreito de Ormuz a uma nova fase”.
O Estreito de Ormuz é uma rota vital, por onde passa aproximadamente um quinto do petróleo e gás natural liquefeito comercializado globalmente. O Irã chegou a fechar a passagem após ataques dos EUA e de Israel.
Atualmente, mais de 800 cargueiros aguardam para sair do Golfo Pérsico, com armadores e seguradoras expressando preocupação com a segurança da travessia. Em condições normais, cerca de 135 navios cruzam o estreito diariamente.
Fontes: Infomoney Moneytimes