A ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de bombardear o Irã e fazê-lo retroceder à Idade da Pedra elevou drasticamente a tensão, frustrando a esperança dos investidores de um fim rápido para o conflito.


Os mercados globais reagiram negativamente, com ações e títulos em queda, petróleo em alta e o dólar se fortalecendo. Trump deu pouca clareza sobre o fim da guerra, afirmando que as forças armadas dos EUA continuariam a atingir alvos nas próximas duas a três semanas.
A incerteza sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima crucial bloqueada pelo Irã, adiciona pressão à cadeia de suprimentos de combustível. A interrupção no fornecimento de petróleo e seu impacto na inflação são preocupações centrais para os mercados financeiros.
O petróleo Brent subia mais de 8%, cotado perto de US$ 109 o barril. Analistas alertam que, sem planos claros para reabrir o estreito, os preços do petróleo permanecerão altos indefinidamente, alimentando a inflação.
As perspectivas de uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo reacenderam preocupações sobre estagflação — a combinação de alta inflação e crescimento fraco. O Japão, por exemplo, pode enfrentar riscos de estagflação difíceis de combater com política monetária.
A volatilidade nos mercados deve persistir nas próximas semanas, com investidores acompanhando os desdobramentos da guerra. Analistas preveem alta do dólar e dos preços do petróleo no curto prazo, à medida que a aversão ao risco aumenta.
O dólar, que se beneficiou da corrida por ativos de refúgio, valorizou-se frente a outras moedas importantes. Estrategistas de câmbio indicam que o dólar pode subir ainda mais, dada a expectativa de que a guerra se estenda.
Fonte: Infomoney