Trela encerra operações após seis anos de atuação em delivery

A Trela, startup de delivery de supermercado, encerra suas operações após seis anos devido à falta de recursos para captação. Saiba mais.

A startup de delivery de supermercado Trela anunciou o fim de suas operações após seis anos de atuação. A empresa comunicou a decisão em nota enviada a clientes e parceiros, citando a falta de recursos para continuar a operação como principal motivo.

Segundo os fundadores, a Trela precisava de uma nova captação para seguir crescendo, mas não obteve sucesso em encontrar os parceiros e os termos necessários. Diante disso, a decisão responsável foi encerrar as atividades.

Apesar do encerramento, o e-commerce da companhia permanece no ar e os canais de suporte seguirão disponíveis até o dia 30 de abril. A Trela assegurou que todos os compromissos financeiros serão honrados integralmente e que o time comercial continuará ativo para dar apoio e resolver pendências.

Sobrevivência em mercado competitivo

A Trela se consolidou como uma das sobreviventes em um mercado marcado pelo fechamento de diversas startups de supermercado online e venda de alimentos saudáveis. Nos últimos anos, nomes como Justo e Mercado Diferente também encerraram suas operações, impactados pela “ressaca” do pós-pandemia e pelo retorno dos consumidores aos supermercados tradicionais.

No ano passado, a empresa buscou otimizar custos e testar um novo modelo de eficiência, rompendo com o modelo de varejo baseado em estoque parado. Para isso, a Trela montou um centro de distribuição próprio em São Paulo, operando com entregas frequentes e reposições programadas em parceria com fornecedores.

Disputas judiciais e mercado

Nos últimos tempos, a Trela adotou uma postura mais confrontacional, acusando concorrentes de práticas desleais e chegando a mover uma ação judicial contra a Shopper. A Trela denunciou a Shopper ao Ministério Público de São Paulo por práticas anticoncorrenciais, alegando que a concorrente firmava contratos com fornecedores que ofereciam exclusividade, proibindo a venda de produtos a outras plataformas.

O processo foi arquivado em janeiro, com o Ministério Público concluindo que não havia elementos suficientes para caracterizar violação às normas de defesa do consumidor. A sugestão foi que a queixa fosse levada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Apesar dos percalços, os fundadores expressaram orgulho pelo serviço único e inovador construído, focado em qualidade e experiência. A empresa destacou o impacto positivo no mercado e o crescimento de fornecedores que atuaram em parceria, alcançando mais de 100 mil pessoas.

Fonte: Infomoney

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