Atividades físicas realizadas por astronautas, como os da missão Artemis 2, podem trazer benefícios significativos para a população em geral, superando em alguns casos exercícios convencionais.




O que você precisa saber
- Astronautas são submetidos a treinamentos rigorosos para combater a perda muscular causada pela microgravidade.
- Equipamentos como o volante de inércia (Flywheel) oferecem sobrecarga independente da gravidade, sendo eficazes em missões espaciais e na Terra.
- Elásticos de resistência e exercícios para o core também são adaptados para astronautas e podem beneficiar outras populações.
Treinamento em microgravidade
No espaço, a microgravidade acelera o envelhecimento muscular, comparando-se a um processo de envelhecimento acelerado. Para combater isso, astronautas realizam treinos rigorosos que incluem musculação e exercícios aeróbicos antes das missões.
No entanto, equipamentos de musculação convencionais dependem da gravidade para movimentar peso. No ambiente de microgravidade, seria necessário mobilizar toneladas para obter algum efeito. A solução são equipamentos que não dependem da gravidade para gerar sobrecarga.
Volante de inércia: uma alternativa eficaz
O volante de inércia, ou Flywheel, utiliza um disco que, ao ser acelerado pelo usuário, gera alta resistência tanto no início quanto no retorno do movimento. Diferente da musculação tradicional, onde a sobrecarga diminui na descida do peso, o volante de inércia exige força em ambas as fases.
Essa característica torna o equipamento útil para astronautas em missões espaciais e também para outras populações. Pesquisas indicam que o volante de inércia pode ser mais eficiente para ganhar força, potência muscular, capacidade de corrida e saltos, além de massa muscular, quando comparado ao treinamento convencional de musculação.
Reabilitação e outros benefícios
Além dos treinos para missões, há preocupação com a reabilitação de astronautas após o retorno à Terra. O uso de elásticos de resistência, por exemplo, permite a geração de força independente da gravidade e oferece exercícios funcionais com fácil ajuste e portabilidade, sendo útil também em treinos HIIT.
Outro exemplo é um treino focado na recuperação de músculos abdominais e lombares, desenvolvido para astronautas com disfunções no core após longas permanências na Estação Espacial Internacional. Os pesquisadores sugerem que esse treinamento pode ser benéfico para pessoas com dor crônica na lombar, pois os danos observados nos astronautas são semelhantes aos de pacientes com lombalgia.
Fonte: UOL