Simone Tebet é cotada para vice de Haddad em São Paulo

Simone Tebet é cotada para ser vice de Fernando Haddad em São Paulo, em meio a disputas internas no PT e PSB pela composição da chapa.

Uma disputa de bastidores envolve a aliança que sustenta a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. Diante da necessidade de atrair o centro para a campanha petista e de dificuldades para compor a chapa, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet voltou a ser citada no PT como uma possibilidade para vice de Haddad.

Tebet trocou recentemente o MDB pelo PSB e mudou o domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo, com o objetivo de concorrer ao Senado. Ela estava sem espaço em seu antigo partido porque o MDB apoia o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputará novo mandato.

A queda de braço na campanha de Haddad ocorre porque, além de Simone, Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) também almejam concorrer ao Senado. São três nomes para duas vagas, e até o momento, nem Marina nem França abriram mão dessa candidatura.

Dirigentes do PT tentam acalmar os ânimos, argumentando que “não é preciso ter pressa”. Uma ala do PSB tentou emplacar a deputada Tabata Amaral (SP) como vice de Haddad, mas a ideia não agradou nem a deputada nem a cúpula do PT.

Em conversas reservadas, líderes do PT afirmam que Márcio França estaria disposto a entrar na disputa por uma cadeira na Câmara, caso não consiga a vaga para o Senado. Segundo esse raciocínio, Tabata Amaral tiraria votos dele em São Paulo.

França nega que vá disputar novamente uma vaga de deputado. O ex-ministro já conversou sobre o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ainda terá uma reunião com Haddad. “A chapa somente será definida em julho”, desconversa ele.

Tabata Amaral, por sua vez, afirma que será candidata a mais um mandato na Câmara. Ela destaca que o PSB prioriza as eleições para fortalecer a bancada da centro-esquerda no Congresso e impedir o avanço do bolsonarismo.

Lula já indicou a interlocutores que uma chapa formada por duas mulheres – Tebet e Marina – seria forte para o Senado. No entanto, França tem apresentado pesquisas de intenção de voto mostrando ter mais apoio do que Marina no interior paulista.

Há divisão no PT a respeito da vaga para Marina Silva: apesar do renome internacional, a ex-petista não é unanimidade no partido. Alguns a consideram “muito radical” e que poderia estreitar a chapa, em vez de ampliá-la para o centro, como Haddad necessita.

A avaliação também respalda aqueles que veem a possibilidade de França acabar sendo vice de Haddad. Na prática, todas as pesquisas estão sendo examinadas com atenção para verificar as chances de cada um antes da montagem da aliança.

Fonte: Estadão

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