Ministro André Mendonça suspende julgamento de ação contra Eduardo Bolsonaro por difamação

Ministro André Mendonça suspende julgamento de ação de difamação contra Eduardo Bolsonaro no STF após quatro votos favoráveis à condenação.
Ministro André Mendonça suspende julgamento de ação contra Eduardo Bolsonaro por difamação em contexto de Política Econômica Ministro André Mendonça suspende julgamento de ação contra Eduardo Bolsonaro por difamação em contexto de Política Econômica
Ministro André Mendonça suspende julgamento de ação contra Eduardo Bolsonaro por difamação em destaque no AEconomia.news.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, suspendeu nesta quarta-feira (22) o julgamento da ação penal movida pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O magistrado solicitou vista do processo, que apura a prática de crime de difamação.

Antes da interrupção, o placar no plenário virtual da Corte estava em 4 a 0 pela condenação do réu. O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A pena proposta pelo relator inclui um ano de detenção em regime aberto e o pagamento de multa superior a R$ 80 mil.

O histórico da acusação

A queixa-crime foi protocolada por Tabata Amaral em 2021. O processo aponta que Eduardo Bolsonaro afirmou em redes sociais que um projeto de lei da deputada, focado na distribuição gratuita de absorventes, teria como finalidade atender a um suposto lobby empresarial.

A parlamentar argumenta que as publicações sugeriram, sem base factual, o recebimento de financiamento de um empresário do setor de higiene. O relator rejeitou a tese de imunidade parlamentar invocada pela Defesa, avaliando que as declarações extrapolam a atividade legislativa e atingem a honra.

Próximos passos no Judiciário

Com o pedido de vista, o ministro André Mendonça possui um prazo regimental de até 90 dias para analisar o conteúdo antes de devolver o processo para a pauta. Caso o período encerre sem a devolução, o caso retorna automaticamente ao sistema eletrônico.

A defesa do réu questionou a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, mencionando a presença do magistrado em evento social recente envolvendo a deputada e o prefeito de Recife, João Campos. Os demais ministros ainda têm a prerrogativa de registrar seus votos no sistema virtual.

Fonte: G1

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