Itamaraty critica EUA por expulsão de delegado da PF e aplica reciprocidade

O Itamaraty aplica reciprocidade após os EUA expulsarem um delegado da Polícia Federal da Flórida, gerando divergências sobre protocolos diplomáticos.
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Itamaraty critica EUA por expulsão de delegado da PF e aplica reciprocidade em destaque no AEconomia.news.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) manifestou, nesta quarta-feira (22), que o governo dos Estados Unidos descumpriu protocolos diplomáticos ao exigir a saída de um delegado da Polícia Federal (PF) do território americano. O agente, Marcelo Ivo de Carvalho, estava lotado na Flórida e participou da prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem.

Aplicação do princípio de reciprocidade

Em resposta à decisão de Washington, o Itamaraty comunicou à embaixada americana a aplicação do princípio de reciprocidade. A medida determina a interrupção imediata das funções de um representante norte-americano que atuava em área equivalente no Brasil. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou a retirada das credenciais de um agente de imigração dos EUA que trabalhava na sede da corporação em Brasília.

Rodrigues esclareceu que, embora o agente norte-americano perca o acesso à unidade e aos bancos de dados de cooperação, ele não será expulso do país. O governo brasileiro reforçou que a comunicação sobre o caso ocorreu de forma verbal, incluindo a convocação da encarregada de Negócios interina da Embaixada dos EUA, Kimberly Kelly.

Argumentos sobre a divergência

O governo brasileiro alega que a ação americana violou um memorando de entendimento entre os dois países, que exige consultas prévias antes da interrupção das atividades de oficiais de ligação. O Itamaraty destacou que não houve pedido formal de esclarecimento ou diálogo antecipado sobre o delegado, que já retornou ao Brasil.

Em contrapartida, os Estados Unidos acusaram o delegado brasileiro de tentar manipular o sistema migratório americano. Segundo nota oficial do governo norte-americano, a conduta teria visado contornar pedidos formais de extradição e promover perseguições políticas no âmbito das cooperações institucionais.

Fonte: G1

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