STF determina prisão domiciliar para ex-delegada da PF

O ministro Alexandre de Moraes determinou prisão domiciliar para a ex-delegada da PF Marília Ferreira de Alencar após condenação por tentativa de golpe.
Ministro Alexandre de Moraes durante sessão no Supremo Tribunal Federal. Ministro Alexandre de Moraes durante sessão no Supremo Tribunal Federal.
STF determina prisão domiciliar para ex-delegada da PF em destaque no AEconomia.news.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o cumprimento de pena em regime domiciliar para a ex-delegada da Polícia Federal, Marília Ferreira de Alencar. Condenada a oito anos e seis meses por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, a decisão ocorre após o trânsito em julgado do processo.

O que você precisa saber

  • A ex-delegada foi condenada pelos crimes de organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
  • Marília Ferreira de Alencar já utilizava tornozeleira eletrônica como medida cautelar desde o final do último ano.
  • O STF incluiu na sentença a perda definitiva do cargo público ocupado pela condenada.

Contexto das investigações

Durante o período eleitoral de 2022, a condenada ocupava o cargo de diretora de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública. De acordo com o acórdão, ela coordenou a elaboração de relatórios sobre zonas eleitorais com votação expressiva para Luiz Inácio Lula da Silva.

Esses dados serviram de base para ações da Polícia Rodoviária Federal que teriam visado dificultar o fluxo de eleitores no Nordeste. O caso é um dos pilares das investigações que apuram a tentativa de ruptura institucional após o pleito, envolvendo figuras do alto escalão do governo anterior e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desdobramentos do julgamento

A Primeira Turma do STF optou pela absolvição do delegado Fernando de Sousa Oliveira, ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça, por falta de provas de participação. A estabilidade jurídica e institucional do país permanece em foco para investidores, dado o impacto que decisões da Suprema Corte exercem sobre a percepção de risco e a governabilidade.

Fonte: Estadão

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