A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), e do advogado Daniel Monteiro. A decisão confirma o entendimento do relator, ministro André Mendonça, acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques.
O que você precisa saber
- A prisão ocorreu na quarta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 16 de abril.
- A investigação apura a venda de carteiras de crédito sem lastro doBanco Masterpara o BRB.
- Paulo Henrique Costa é suspeito de receber propina em imóveis avaliados em R$ 146 milhões.
Detalhes da investigação
Conforme apurado pela Polícia Federal, o ex-presidente do BRB teria utilizado a estrutura da instituição financeira para garantir liquidez ao Banco Master, ignorando controles prudenciais. Documentos indicam que o esquema visava viabilizar operações fraudulentas com suporte financeiro do banco público.
O advogado Daniel Monteiro, também mantido sob custódia, é apontado como operador técnico do esquema. As investigações indicam que ele atuava na blindagem jurídica das transações e na ocultação de valores, com indícios de recebimento de R$ 86 milhões por sua participação na estrutura criminosa.
Contexto do processo
A análise do caso tramita em plenário virtual desde o dia 22 de abril. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito e não participou do julgamento, enquanto o ministro Gilmar Mendes ainda não proferiu voto. A justiça segue investigando a extensão das irregularidades envolvendo as carteiras de crédito cedidas ao BRB.
Fonte: Globo