STF empata julgamento sobre eleição para governo do Rio

O STF está com julgamento empatado sobre o modelo de eleição para o governo do Rio de Janeiro, definindo entre voto direto ou indireto pela Alerj.
Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília durante sessão de julgamento. Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília durante sessão de julgamento.
STF empata julgamento sobre eleição para governo do Rio em destaque no AEconomia.news.

O Supremo Tribunal Federal iniciou o julgamento de ações que definem o modelo de eleição para o mandato-tampão do governo do Rio de Janeiro. A Corte avalia se o pleito deve ocorrer por meio de voto popular ou de forma indireta, via Assembleia Legislativa. Até o momento, o placar na análise sobre o pleito fluminense está empatado em 1 a 1.

Divergência entre ministros sobre a escolha

O ministro Cristiano Zanin votou pela realização de eleições diretas. Em seu entendimento, o pleito indireto apenas é cabível quando a vacância no Executivo ocorre nos últimos seis meses de mandato. Como a saída do titular ocorreu com mais de nove meses de antecedência, o magistrado defende a consulta popular.

O ministro Luiz Fux divergiu, sob o argumento de que a realização de duas eleições em curto intervalo de tempo não é razoável, dado que o pleito ordinário está marcado para outubro. Fux também questionou a legitimidade do PSD para ajuizar a ação, citando ausência de interesse jurídico direto.

Contexto da vacância no governo

A dupla vacância no governo estadual ocorreu após a renúncia de Cláudio Castro, um dia antes de sua cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico. O cargo de vice-governador já se encontrava vago desde o ano anterior.

A Procuradoria-Geral da República manifestou-se favorável às eleições diretas, reforçando que a origem da vacância possui caráter eleitoral. O julgamento foi suspenso e será retomado na próxima quinta-feira (9) para a conclusão dos votos dos demais magistrados.

Possível solução intermediária

Entre as alternativas debatidas nos bastidores da Corte, cogita-se a manutenção do desembargador Ricardo Couto como governador interino até as eleições de outubro. Caso a hipótese se confirme, o interino planeja medidas de ajuste fiscal, incluindo a redução do número de secretarias e ações para aumentar a arrecadação estadual.

Fonte: Globo

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