STF retoma julgamento sobre eleição para governador do Rio de Janeiro

STF retoma julgamento sobre eleição para governador do Rio de Janeiro. Corte decidirá entre voto popular ou eleição indireta pela Assembleia Legislativa.

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento que definirá o modelo de eleição para o governo do Rio de Janeiro, após a renúncia e cassação do mandato de Cláudio Castro. A Corte decidirá se a escolha do novo governador será feita por voto popular (eleição direta) ou pela Assembleia Legislativa (eleição indireta).

O julgamento, que teve início na quarta-feira (8) e foi suspenso na quinta-feira (9) após pedido de vista do ministro Flávio Dino, já conta com um placar parcial de 4 a 1 a favor da eleição indireta. Ministros como André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia acompanharam o voto do ministro Luiz Fux, que defende a eleição pelos deputados estaduais. Apenas o ministro Cristiano Zanin votou até o momento pela eleição direta.

Entenda o caso

A principal questão em análise é a modalidade da eleição para preencher o cargo de governador, vago após a renúncia de Cláudio Castro. O PSD apresentou ações questionando a validade de trechos da lei estadual que estabelece regras para a eleição indireta, como o prazo de desincompatibilização dos candidatos e a modalidade do voto (aberto ou secreto).

A Constituição do Rio prevê eleição indireta em caso de dupla vacância nos cargos de governador e vice-governador, desde que não seja por motivos eleitorais. No entanto, a renúncia de Castro ocorreu um dia antes da retomada do julgamento que resultou na cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O estado também está sem vice-governador desde maio de 2025.

Próximos passos

O ministro Flávio Dino solicitou vista para analisar o acórdão da decisão do TSE que condenou Cláudio Castro. A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE, informou que o documento deve ser publicado na próxima semana. Após a publicação, Dino decidirá se devolve o caso rapidamente para julgamento ou se utilizará o prazo de 90 dias para análise.

Até que o STF conclua o julgamento, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, permanece como governador interino. A decisão final definirá se haverá convocação da população para votar ou se a escolha será feita pelos parlamentares estaduais.

Fontes: G1 Globo Estadão

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