STF registra recorde de desconfiança popular em pesquisa Quaest

Pesquisa Genial/Quaest aponta desconfiança recorde no STF, alcançando 53% da população brasileira em abril de 2026, com maior rejeição no Sul e Sudeste.
Fachada do edifício do Supremo Tribunal Federal em Brasília. Fachada do edifício do Supremo Tribunal Federal em Brasília.
STF registra recorde de desconfiança popular em pesquisa Quaest em destaque no AEconomia.news.

O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta um cenário de crise reputacional com a desconfiança da população atingindo patamar recorde. Segundo dados da pesquisa Genial/Quaest, realizada entre 10 e 13 de abril, a parcela de brasileiros que afirma não confiar na Corte chegou a 53%, superando pela primeira vez a marca de 50% na série histórica iniciada em 2022.

O que você precisa saber

  • O índice de desconfiança noSTFalcançou 53% em abril de 2026.
  • A parcela da população que declara confiar na instituição recuou para 41%.
  • A queda na credibilidade acentuou-se entre agosto de 2025 e março de 2026.

Impacto regional e perfil socioeconômico

A rejeição ao tribunal apresenta variações expressivas conforme o perfil dos entrevistados. As regiões Sul e Sudeste concentram os maiores índices de descrença, com 62% e 59% de desaprovação, respectivamente. O fenômeno é mais acentuado entre faixas de renda mais elevadas: entre brasileiros que recebem acima de 5 salários mínimos, a desconfiança atinge 60%.

Em contrapartida, entre cidadãos com renda de até 2 salários mínimos, o cenário é de empate técnico, com 47% de desconfiança contra 45% de confiança. A análise dos dados sugere que a percepção pública sobre o judiciário sofreu impacto direto após recentes polêmicas envolvendo o ambiente político e jurídico do país.

Metodologia do levantamento

O estudo da Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na justiça Eleitoral sob o número BR-09285/2026.

Fonte: Estadão

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