O advogado do PSD, Thiago Fernandes Boverio, comparou o Rio de Janeiro a Gotham City durante sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento definirá como será a escolha do próximo governador do estado.


“Acredito que o Rio de Janeiro virou Gotham City. Se for realizada a eleição indireta, é mais fácil eleger o Coringa do que o Batman. A situação é complicada”, declarou o advogado.
O julgamento discute os efeitos da renúncia do ex-governador Cláudio Castro e a forma de escolha do novo mandatário. A expectativa é que o voto de ministros como Luiz Fux, Dias Toffoli e Edson Fachin seja crucial. Outros ministros, como Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes, já defenderam eleições diretas.
Entenda as divergências sobre a eleição
A principal divisão no Supremo reside na interpretação do motivo pelo qual os cargos de governador e vice ficaram vagos simultaneamente. A razão — se eleitoral, devido à condenação pelo TSE, ou não — determinará a condução da eleição no estado.
Alexandre de Moraes, ao defender eleições diretas, apontou “desvio de finalidade” na renúncia de Castro. O ministro argumentou que o vácuo no Executivo fluminense é resultado de condenação eleitoral, o que exigiria um pleito com voto popular, conforme o Código Eleitoral, em vez da eleição indireta prevista na lei estadual.
Moraes criticou a renúncia de Castro, afirmando a ausência de “explicação idônea” para o ato. Ministros como Cristiano Zanin classificaram a renúncia como um “mecanismo de burla à autoridade da Justiça Eleitoral”.
A expectativa é que os magistrados reforcem esses posicionamentos, ecoando críticas anteriores, como as de Cármen Lúcia, que já se manifestou sobre “continuados casos em que governantes do Rio saem dos cargos na véspera de julgamentos sobre práticas absolutamente contrárias à Constituição”.
A discussão no STF sobre a forma de eleição para o governo do Rio de Janeiro é um tema de grande relevância para o cenário político do estado.
Fonte: Infomoney