Silvio Almeida declara inocência após denúncia da PGR por importunação sexual

Silvio Almeida se declara inocente após denúncia da PGR por importunação sexual contra Anielle Franco. Ex-ministro critica processo e demissão.

O ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, declarou ser um homem inocente em sua primeira manifestação pública após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. A denúncia ocorreu no mês passado.

Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Almeida se defendeu das acusações. Ele afirmou que permaneceu em silêncio por responsabilidade, respeito à sua família e à lei, uma vez que a investigação tramita em sigilo. O ex-ministro ressaltou que poderá se defender adequadamente apenas na esfera judicial.

Almeida declarou que foi retirado da vida pública de forma “violenta e injusta”, sendo demitido em 24 horas e sem direito à defesa. Ele criticou a forma como as acusações foram divulgadas, considerando-as irresponsáveis e sem critério jornalístico.

O ex-ministro também mencionou que passou a ser tratado como assediador após as denúncias serem tornadas públicas de maneira irresponsável. Ele reiterou sua inocência e afirmou que não se curvará a nenhuma injustiça.

Investigação e Demissão

Em novembro passado, Silvio Almeida foi indiciado pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de importunação sexual contra Anielle Franco e a professora Isabel Rodrigues. Anielle relatou ter sofrido “atitudes inconvenientes” por parte de Almeida, como toques inapropriados e convites impertinentes, mas hesitou em reportar por medo de descrédito.

O processo está sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), com o ministro André Mendonça como relator. Almeida foi demitido da pasta em setembro de 2024, após denúncias de assédio sexual chegarem à organização Me Too. Durante as investigações no início de 2025, ele prestou depoimento à PF.

O governo federal, em comunicado oficial sobre a demissão, informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerava “insustentável” a permanência do ministro no cargo diante da natureza das acusações. O caso também está sob apuração administrativa pela Comissão de Ética Pública da Presidência.

Fonte: Estadão

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