O senador Rodrigo Pacheco registrou sua filiação ao PSB nesta quarta-feira (1º), em Brasília, com o objetivo de se candidatar ao governo de Minas Gerais. Pacheco afirmou que a construção de uma eventual candidatura deve partir da base social e política do estado, e não de articulações em Brasília.
A filiação contou com a participação de figuras importantes do partido, como o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro Márcio França. Pacheco deixou o PSD, que optou por apoiar a candidatura de Mateus Simões, atual governador do estado e vice de Romeu Zema.
Pacheco declarou que tem mantido conversas com diversos agentes políticos, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado Aécio Neves, visando construir um arco de alianças para a disputa em Minas Gerais. Ele ressaltou a importância de uma construção democrática e respeitosa para definir os rumos do estado.
O senador destacou a necessidade de uma aliança entre os governos estadual e federal, dada a dependência de Minas Gerais em relação a recursos federais, especialmente com a perspectiva da reeleição de Lula. Pacheco mencionou ter recebido um telefonema de Lula parabenizando-o pela filiação.
Nos bastidores, especula-se que Pacheco possa ter o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), como vice, e a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), como candidata a senadora. A decisão de Pacheco pelo PSB ocorreu dias antes do prazo final para filiações partidárias, após flertar com o MDB e o União Brasil.