O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) em um ato em Brasília. A filiação ocorre com o objetivo de viabilizar sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais, buscando o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O evento contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do presidente nacional do PSB e prefeito de Recife, João Campos, e do ministro Márcio França (PSB). Pacheco deixou o PSD, partido de Gilberto Kassab, que agora apoiará Matheus Simões na disputa pelo governo mineiro.
Em seu discurso, Pacheco ressaltou que o ato foi de filiação e não de lançamento de pré-candidatura, indicando que as negociações para a formação da chapa em Minas Gerais se iniciarão a partir de agora. Ele enalteceu a história do PSB na defesa da democracia e mencionou sua atuação no Senado durante a pandemia e em momentos de tentativa de ruptura democrática, em alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Alckmin destacou a coragem de Pacheco na moderação e na construção de pontes, enquanto João Campos evitou detalhar definições sobre ministérios como o do Desenvolvimento e o do Empreendedorismo, diante das possíveis candidaturas de Alckmin e França em São Paulo.
A filiação ao PSB ocorre dias antes do prazo final para registro de candidaturas, após Pacheco considerar outras legendas como o MDB e o União Brasil. A escolha pelo PSB visa garantir um palanque para Lula em Minas Gerais, em oposição ao atual governador Romeu Zema (Novo).