Um paciente de 61 anos foi o terceiro a ser submetido à artroplastia de joelho com o apoio do SkyWalker, um robô adquirido pelo Einstein Hospital Israelita. A tecnologia, desenvolvida pela MicroPort Orthopedics, foi incorporada à ortopedia das unidades Morumbi, em São Paulo, e Goiânia.


O SkyWalker Robotic Platform não substitui o médico, mas aprimora a precisão dos procedimentos. Em casos não complicados, a cirurgia dura cerca de uma hora, tempo inferior aos procedimentos tradicionais. Moisés Cohen, especialista em cirurgia de joelho e trauma esportivo, destaca que o robô oferece segurança e reprodutibilidade ao planejamento cirúrgico.
O robô auxilia no planejamento pré-operatório com execução de alta precisão. Utilizando imagens de tomografia computadorizada, o sistema cria um modelo 3D interativo da articulação, detalhando o tamanho, posição e alinhamento ideais da prótese. Durante o procedimento, um braço robótico posiciona o bloco de corte com exatidão submilimétrica, permitindo ao cirurgião ajustar o equilíbrio dos ligamentos em tempo real.
Cohen explica que o uso do robô permite uma “sintonia fina” e atenção aos detalhes, mas ressalta a importância do cirurgião no processo. “Se ele não fez o cálculo corretamente, a precisão do robô é tão grande que vai errar junto com o cirurgião”, afirma.
A expectativa para este tipo de cirurgia é de alta em três dias, com prescrição de fisioterapia. O planejamento detalhado contribui para a recuperação mais rápida, diminuição da dor e do consumo de analgésicos no pós-operatório, além de menor sangramento.
O Einstein possui outros sistemas robóticos ortopédicos, como o Rosa (Zimmer Biomet) e o Mako SmartRobotics (Stryker), além do Mazor (Medtronic) para cirurgias de coluna. A instituição planeja expandir o uso da tecnologia SkyWalker para o Hospital Ortopédico do Estado da Bahia, que é 100% SUS, e se tornar um centro formador em treinamento e educação na área de robótica.
Fonte: UOL