A criadora de conteúdo Luciana Azevedo, responsável pelo perfil RH Sincero, desenvolveu um treinamento voltado para profissionais que buscam ascensão na carreira através de uma postura estratégica dentro das empresas. Com mais de 180 mil seguidores, a influenciadora utiliza sua experiência de 15 anos no setor de recursos humanos para abordar dinâmicas de poder e reconhecimento profissional que, segundo ela, muitas vezes ignoram apenas a competência técnica.
Estratégias de carreira e reconhecimento
O curso, que já conta com mais de seis mil alunos, propõe uma reflexão sobre as expectativas dos colaboradores em relação às companhias. Azevedo argumenta que a meritocracia técnica nem sempre é o fator determinante para promoções e aumentos salariais. A influenciadora defende que entender as prioridades da liderança e adotar uma postura política são elementos fundamentais para quem deseja se destacar no mercado de trabalho, especialmente em um cenário onde a CLT ainda é o principal modelo de contratação.
O papel da política corporativa
Para a criadora de conteúdo, o profissional deve aprender a navegar pelas expectativas da chefia sem necessariamente se tornar um bajulador excessivo. Ela destaca que a participação em eventos corporativos e a disposição para assumir projetos desafiadores são formas de ganhar visibilidade. A estratégia, segundo Azevedo, consiste em alinhar os interesses pessoais aos objetivos da organização, evitando o desgaste emocional causado pela expectativa de que o esforço individual seja recompensado apenas pelo desempenho técnico.
Diferença entre estratégia e bajulação
O treinamento também estabelece limites entre o profissional estratégico e o que ela denomina como puxa-saco “pavão”. Enquanto o primeiro utiliza a inteligência política para facilitar o fluxo de trabalho e garantir reconhecimento, o segundo foca em elogios vazios e falta de entrega prática. A recomendação central é que o colaborador priorize o bom relacionamento com a liderança direta e demonstre utilidade constante, mantendo a humildade para ceder em momentos de conflito e permitir que a gestão se destaque.
Fonte: Estadão