A Procuradoria da República em São Paulo denunciou 13 pessoas por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro vinculado a facções criminosas. Segundo dados divulgados pela Polícia Federal, o grupo movimentou mais de R$ 262 milhões em 2025 utilizando criptoativos, rifas e apostas esportivas para ocultar a origem ilícita dos recursos.
Estrutura do esquema financeiro
A denúncia é um desdobramento da segunda fase da Operação Narco Azimut, que investiga a estruturação de um sistema financeiro paralelo. De acordo com o Ministério Público Federal, os acusados utilizavam técnicas de fragmentação de operações, pulverização de contas e uso de interpostas pessoas para reintroduzir o capital no sistema econômico formal.
- O grupo operava com divisão de tarefas e coordenação centralizada para mascarar as transações financeiras.
- A Justiça Federal determinou o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 934 milhões.
- As comunicações dos envolvidos utilizavam aplicativos criptografados para evitar o monitoramento dos órgãos de controle.
Conexão com o mercado de apostas
A investigação revelou a conexão entre o tráfico internacional e o setor de apostas. A atuação dos acusados, conforme apontado pela Polícia Federal, configurava uma estrutura sofisticada que operava à margem do sistema bancário tradicional. O Judiciário impôs restrições societárias severas, proibindo a movimentação empresarial e a transferência de ativos vinculados aos suspeitos.
Desdobramentos e histórico de operações
O caso integra uma série de ações contra o crime organizado, incluindo as operações Narco Vela, Narco Bet e a recente Narco Fluxo. A primeira fase da Narco Azimut, deflagrada em janeiro, identificou a movimentação de R$ 39 milhões por meio de criptomoedas, levando à identificação de operadores logísticos e gestores estratégicos do esquema.
Esta denúncia é a 12ª apresentada pelo Ministério Público Federal contra os integrantes do grupo. As defesas dos investigados negam a prática de ilícitos, enquanto o Judiciário segue monitorando as movimentações financeiras para assegurar o bloqueio total dos ativos vinculados às atividades sob investigação.
Fonte: Estadão