O preço da arroba do boi gordo em São Paulo alcançou um patamar recorde na quarta-feira, atingindo R$ 365. Este é o maior valor registrado desde o início da série histórica em 1997, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.






A valorização do boi gordo ocorre em paralelo ao avanço das exportações brasileiras de carne bovina. No primeiro trimestre do ano, o Brasil exportou um volume recorde de 701,662 mil toneladas de carne in natura, um aumento de 19,7% em relação ao mesmo período de 2025 e 36,6% superior a 2024. A China continua sendo o principal destino, com um aumento de 16,3% nas importações.
O cenário externo favorável, com alta demanda internacional, tem sustentado os preços do boi gordo no mercado interno. Além do aumento nos volumes exportados, o preço médio da carne brasileira no mercado internacional também subiu, atingindo US$ 5.814,80 por tonelada em março, um avanço de 18,7% em relação a março de 2025.
A alta no preço do boi gordo pode impactar as margens de frigoríficos e gerar pressões inflacionárias, dependendo do repasse dos custos aos consumidores. No mercado atacadista de carne com osso na Grande São Paulo, os preços também apresentam alta, refletindo a valorização da arroba e o aumento nos cortes do dianteiro.
Mercado interno e cortes
A carcaça casada bovina teve média à vista de R$ 24,80/kg em São Paulo, com alta de 1,47% na parcial de abril. Os cortes traseiro, dianteiro e ponta de agulha registraram aumentos de 0,75%, 2,40% e 2,24%, respectivamente, na parcial do mês.
A oferta de animais para abate também tende a ficar mais restrita devido ao ciclo pecuário, o que pode contribuir para a manutenção dos preços elevados.
Fonte: Moneytimes