PL mapeia igrejas evangélicas para agenda de Flávio Bolsonaro

PL mapeia maiores igrejas evangélicas por número de fiéis para organizar agendas de Flávio Bolsonaro e busca aproximação com católicos.

O Partido Liberal (PL) iniciou uma estratégia para manter a base evangélica engajada na pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Utilizando dados do Censo de 2010 do IBGE, o partido identificou as maiores denominações evangélicas do Brasil em número de fiéis para organizar agendas com o senador.

A visita a São Paulo para um encontro com o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Assembleia de Deus Ministério do Belém, marcou o início dessa programação. A Assembleia de Deus é a denominação evangélica com o maior número de seguidores no país.

Principais denominações evangélicas no Brasil (Censo 2010)

  • Assembleia de Deus: 12,3 milhões de fiéis
  • Batista: 3,7 milhões de fiéis
  • Congregação Cristã no Brasil: 2,3 milhões de fiéis
  • Universal do Reino de Deus: 1,9 milhão de fiéis
  • Igreja do Evangelho Quadrangular: 1,8 milhão de fiéis
  • Adventista do Sétimo Dia: 1,5 milhão de fiéis

Próximos passos da estratégia do PL

O PL planeja seguir este roteiro, com a agenda com a Igreja do Evangelho Quadrangular prevista para os próximos dias. O deputado federal Jefferson Campos (PL-SP), vice-presidente da Quadrangular, tem atuado como ponte entre Flávio Bolsonaro e a igreja.

Eros Biondini (PL-MG) auxiliará no contato com a Igreja Católica, e o PL busca aproximação com o Republicanos, partido ligado à Universal e presidido pelo deputado federal Marcos Pereira.

Busca por eleitores católicos e alianças

O PL enfrenta o desafio de conquistar eleitores católicos, que majoritariamente apoiaram Lula na eleição de 2022. O partido busca mudar essa relação, considerando a vice-presidência. A deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), ligada a lideranças religiosas católicas, reuniu-se com Flávio Bolsonaro.

Outras opções femininas incluem a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e Clarissa Tércio (PP-PE). Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, também é ventilado para a aliança.

Fonte: Estadão

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