O Custo Efetivo Total (CET) representa a taxa real de um empréstimo ou financiamento, reunindo Juros, tarifas, seguros e encargos tributários. Compreender esse indicador é fundamental para que o consumidor evite surpresas financeiras ao contratar crédito, indo além do valor das parcelas mensais.

O que compõe o Custo Efetivo Total
O CET é a métrica que permite a comparação precisa entre diferentes ofertas de Crédito no Mercado. De acordo com normas do Banco Central, as instituições financeiras devem informar esse custo de forma clara antes da formalização de qualquer contrato.
Os principais elementos que compõem o cálculo incluem:
- juros: o custo pelo uso do capital ao longo do tempo.
- impostosobre Operações Financeiras(IOF): tributo federal obrigatório em operações de crédito.
- Tarifas: taxas administrativas e de cadastro cobradas pelos bancos.
- Seguros: proteções como o seguro prestamista, que não são obrigatórias e exigem autorização do cliente.
Especialistas alertam que focar apenas na taxa de juros pode gerar uma percepção distorcida sobre a viabilidade do empréstimo. Em muitos casos, taxas acessórias elevam significativamente o montante final a ser pago pelo consumidor.
Impacto no endividamento das famílias
O cenário atual de endividamento elevado exige cautela redobrada. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indicam que a maioria das famílias brasileiras possui dívidas a vencer, mantendo a inadimplência em patamares elevados. Mesmo com oscilações na taxa Selic, o custo do crédito permanece pressionando o orçamento doméstico.
Para quem busca organizar as finanças, a recomendação é evitar novas dívidas, a menos que o objetivo seja a substituição de uma linha de crédito cara por outra com condições mais vantajosas. A análise do valor total a ser devolvido é a regra prática mais eficaz para o planejamento financeiro.
Transparência e direitos do consumidor
A legislação brasileira exige que o CET apareça de forma destacada em contratos e peças publicitárias. A omissão de informações ou a inclusão de serviços sem consentimento, prática conhecida como venda casada, configura irregularidade.
Caso o consumidor identifique falta de transparência ou cobranças indevidas, é possível buscar a revisão contratual nos órgãos de defesa do consumidor ou na Justiça. A clareza nas informações é um direito básico que garante a sustentabilidade do orçamento familiar frente às ofertas de mercado.
Fonte: G1