Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (31), impulsionados por notícias de que o Irã estaria disposto a encerrar o conflito com os Estados Unidos. Essa possibilidade aumentou a percepção entre os investidores de que a guerra no Oriente Médio pode estar perto do fim.
No fechamento, o petróleo tipo Brent, referência mundial, com vencimento em junho, teve queda de 3,18%, cotado a US$ 103,97 por barril. O WTI, referência americana, com entrega prevista para maio, recuou 1,46%, a US$ 101,38 por barril.
Apesar da queda na sessão, o preço do petróleo Brent saltou 63% no mês de março, registrando a maior alta mensal da história, superando a valorização de 46% anotada em 1990.
Cessar-fogo no Oriente Médio?
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país está disposto a encerrar a guerra, desde que sejam atendidas certas condições, incluindo garantias contra novas agressões. A declaração foi feita em conversa com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Notícias anteriores indicavam que o presidente americano, Donald Trump, estaria aberto a encerrar as operações militares no Irã, mesmo com o fechamento do Estreito de Ormuz. Essa perspectiva gerou otimismo, embora os preços tenham permanecido elevados.
Alta histórica em março
O Brent subiu 42,68% em março, aproximando-se do recorde mensal de 46% em setembro de 1990. O WTI, por sua vez, ganhou cerca de 52% no mês, o maior salto desde maio de 2020.
A produção de petróleo da Opep caiu em março, atingindo o menor nível desde junho de 2020, em meio a cortes forçados nas exportações. O Estreito de Ormuz, por onde escoa 20% do petróleo mundial, tem sido um ponto central no conflito.
Perspectivas para o mercado
Com o petróleo na casa dos três dígitos, os preços são impulsionados mais pelas expectativas sobre o tempo de intervenção e resposta da oferta do que por novas interrupções. Analistas apontam que o mercado aguarda a evolução das negociações diplomáticas e a possível reabertura do Estreito de Ormuz.
Fontes: Globo Moneytimes