Ouro recua com incertezas nas negociações EUA-Irã e alta do petróleo

Ouro fecha em queda com incertezas nas negociações EUA-Irã e alta do petróleo. Entenda os fatores que influenciam o preço do metal precioso.

Os preços dos contratos futuros do ouro fecharam em queda, em meio a incertezas sobre uma possível nova rodada de negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. Preocupações com a inflação permanecem, diante de preços elevados do petróleo com restrições contínuas ao fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para abril fechou em queda de 0,31%, a US$ 4.823,6 por onça-troy.

O metal precioso recuou desde o início do conflito, devido às pressões de liquidez que forçaram as vendas. Taxas de juros reais mais altas, um dólar mais forte e a realização de lucros podem pressionar os preços no curto prazo. Ainda assim, ganhos recentes sugerem que a demanda subjacente permanece resiliente.

O que afeta o preço do ouro?

A instabilidade geopolítica no Oriente Médio, com as negociações entre Estados Unidos e Irã em um cenário de incertezas, impacta diretamente o mercado de commodities. A possibilidade de novas restrições no Estreito de Ormuz eleva os preços do petróleo, o que, por sua vez, pode gerar pressões inflacionárias e influenciar a busca por ativos de refúgio como o ouro.

Impacto da alta do petróleo

A elevação nos preços do petróleo, impulsionada por fatores como a situação no Estreito de Ormuz, contribui para um cenário de inflação. Isso pode levar investidores a buscar proteção em ativos considerados mais seguros, como o ouro, embora outros fatores, como taxas de juros e a força do dólar, também desempenhem um papel crucial na precificação do metal.

Demanda subjacente do ouro

Apesar das flutuações de curto prazo, a demanda subjacente por ouro demonstra resiliência. Fatores como a busca por diversificação de portfólio e a percepção do ouro como reserva de valor em tempos de incerteza econômica e geopolítica sustentam o interesse no metal precioso.

Fontes: Globo Moneytimes

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