Oncoclínicas Garante Até R$ 150 Milhões em Injeção de Capital da Lumina e MAK Capital

Oncoclínicas (ONCO3) garante injeção de capital de até R$ 150 milhões da Lumina e MAK Capital para aquisição de medicamentos e suporte financeiro.

O conselho de administração da Oncoclínicas (ONCO3) aprovou uma proposta da MAK Capital e Lumina Capital para fornecer suporte financeiro à companhia. A decisão ocorre poucos dias após o encerramento de negociações para uma potencial operação com a Porto (PSSA3) e o Fleury (FLRY3).

Conforme comunicado ao mercado, a Lumina Capital financiará a injeção de capital, com valores entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, dependendo do montante de garantias disponíveis. O objetivo principal é viabilizar a aquisição de medicamentos pela Oncoclínicas junto à OncoProd, assegurando a continuidade das receitas e da cadeia de suprimentos essencial para ambas as empresas.

A operação está condicionada à constituição de garantia fiduciária sobre recebíveis de contratos com operadoras de planos de saúde, hospitais e seguradoras. Sua efetivação depende da assinatura dos documentos definitivos e do cumprimento de condições precedentes usuais, incluindo a formalização de acordos com a OncoProd e a cessão fiduciária de recebíveis em valor compatível.

Proposta da MAK Capital e Mudanças na Diretoria

A MAK Capital apresentou uma solução de curto prazo para a Oncoclínicas, que envolveu a renúncia imediata do fundador Bruno Lemos Ferrari aos cargos de membro e vice-presidente do conselho. Para preencher as vagas deixadas por Ferrari e Marcelo Gasparino, foram nomeados Mateus Affonso Bandeira, indicado pela MAK Capital, e Carlos Gil Ferreira, diretor-presidente da companhia.

Desempenho Financeiro Recente da Oncoclínicas

A Oncoclínicas reportou um prejuízo líquido de R$ 1,516 bilhão no quarto trimestre de 2025, um aumento significativo em relação aos R$ 759 milhões registrados no mesmo período de 2024. O Ebitda ajustado no último trimestre de 2025 foi de R$ 238,8 milhões, uma queda de 24% em comparação com o quarto trimestre de 2024.

A receita líquida também apresentou recuo, diminuindo 12,6% no 4T25 em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 1,37 bilhão. A expansão da empresa, que inicialmente focava em tratamentos oncológicos, incluiu aquisições de hospitais gerais após seu IPO em 2021. No entanto, a falta de expertise na gestão dessas novas áreas impactou os resultados, levando a um aumento da alavancagem e do consumo de caixa.

Fonte: Moneytimes

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