Nubank adquire naming rights do Allianz Parque e renomeia estádio

Nubank adquire naming rights do Allianz Parque, agora chamado Nubank Parque, em acordo multibilionário com a WTorre. Entenda os detalhes.

O Nubank anunciou um acordo para adquirir os naming rights do Allianz Parque, estádio do Palmeiras, até 2044. O banco pagará cerca de US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) por ano pelo direito, segundo estimativas. A mudança ocorre após 13 anos sob a marca Allianz, e o novo nome do estádio será decidido por votação popular entre Nubank Parque, Nubank Arena ou Parque Nubank.

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Especialistas em marketing apontam que as empresas consideram fatores como características do local, fluxo de pessoas e contexto histórico ao negociar naming rights. Os objetivos variam, mas geralmente incluem ampliar o reconhecimento da marca ou impulsionar lançamentos. Em alguns contratos, as empresas também adquirem o direito de operar suas marcas dentro dos espaços, criando um ecossistema de contato direto com o público.

A Mondelēz, por exemplo, fechou um acordo com o São Paulo Futebol Clube que inclui a venda de produtos e a criação de um ambiente voltado para experiências, com a renomeação de setores internos do espaço. O acordo é de R$ 75 milhões em três anos, com o objetivo de gerar reconhecimento de marca e atrair novos compradores.

O Estádio Mané Garrincha, em Brasília, fechou naming rights de R$ 7,5 milhões para se chamar Arena BRB por três anos. Já o Pacaembu assinou um contrato de mais de R$ 1 bilhão com o Mercado Livre para naming rights de 30 anos, o maior já registrado no Brasil.

A aplicação de naming rights é mais comum em locais de esportes e entretenimento, como estádios e casas de shows, pois estão associados a momentos de alegria e descontração, o que ajuda a criar uma conexão emocional com as marcas. Empresas dedicam milhões a essa estratégia por entenderem que estão comprindo presença permanente na cultura e na rotina das pessoas.

Apesar do crescimento no Brasil, a exploração de naming rights ainda é baixa comparada a mercados como o norte-americano. Na NBA, mais de 90% das arenas possuem naming rights, enquanto no campeonato brasileiro de futebol, a parcela é de apenas 31,6%. O mercado americano é mais maduro, com predominância de empresas do mercado financeiro no uso de direitos de nome.

O grupo Inter&Co anunciou um acordo para nomear o estádio das equipes norte-americanas Orlando City SC e Orlando Pride para Inter&Co Stadium, com o objetivo de aumentar o conhecimento da marca nos Estados Unidos. O Nubank também passou a dar nome ao estádio do Inter Miami CF, o Nu Stadium, casa da equipe de Lionel Messi.

A fixação do nome da marca ao espaço depende de fatores como a duração do contrato e o contexto do local. Novas arenas e estádios que passaram por grandes reformas oferecem maiores oportunidades de fixação de nome. No entanto, as marcas estão aproveitando outros tipos de retorno, como o relacionamento com o público e as experiências proporcionadas dentro do local.

Os valores e prazos dos contratos de naming rights são determinados por características do local, fluxo de pessoas, contexto histórico e potencial de negócio. O valuation, que atribui valor de mercado, também é ponto central para avaliar os riscos. Um risco é o envolvimento da empresa patrocinadora em escândalos que prejudiquem sua imagem e a do espaço nomeado.

Fonte: G1

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