Movistar Plus: Marc Murtra demite CEO Daniel Domenjó após 13 meses

Marc Murtra, presidente da Telefónica, demite CEO da Movistar Plus, Daniel Domenjó, após 13 meses. Alfonso Gómez Palacio assume a liderança.

A Telefónica promoveu uma significativa mudança na liderança da Movistar Plus, demitindo o CEO Daniel Domenjó apenas 13 meses após sua nomeação. Marc Murtra, presidente executivo do grupo, designou Alfonso Gómez Palacio, um executivo experiente da empresa, para substituir Domenjó. Gómez Palacio anteriormente liderava as operações da Telefónica Hispanoamérica.

Mudança Estratégica e Perfil do Novo CEO

A decisão, aprovada em conselho extraordinário, marca o fim da gestão de Domenjó, cuja nomeação em março de 2025 foi uma das primeiras grandes iniciativas de Murtra ao assumir a presidência da multinacional. A saída de Domenjó, vindo do setor de produção independente, ocorre em um momento de pressão sobre a direção estratégica da plataforma e o equilíbrio de poder interno.

A escolha de Alfonso Gómez Palacio sinaliza um foco renovado na gestão operacional e controle financeiro. Com duas décadas de carreira na Telefónica, Gómez Palacio ocupou posições de destaque, incluindo a liderança da Telefónica Colômbia e, mais recentemente, a gestão da região Hispanoamérica. Sob sua liderança, a divisão latino-americana alcançou estabilização de margens e otimização de capital através da venda de ativos de fibra e alianças estratégicas.

Contexto Corporativo e Pressões de Mercado

A rápida demissão de Domenjó e o perfil dos novos nomeados geram interpretações no mercado. O movimento ocorre sob a presidência de Marc Murtra, cuja ascensão à Telefónica em janeiro de 2025 coincidiu com a entrada do Estado no acionariado. O cenário de poder se completa com Javier de Paz, nomeado presidente não executivo da Movistar Plus+ em março de 2025, cargo que acumula com sua função de diretor adjunto à presidência do grupo.

O desligamento de Daniel Domenjó conclui a reestruturação iniciada por Murtra no ano passado, que já havia dispensado Cristina Burzako, a anterior CEO, e Sergio Oslé. Domenjó chegou com a missão de impulsionar a produção própria e diversificar formatos, mas seu perfil, externo à cultura tradicional da Telefónica, parece ter entrado em conflito com as prioridades da nova presidência. Fontes internas apontam a falta de alinhamento na execução orçamentária e na política de aquisição de direitos como fatores determinantes para sua saída.

Perspectivas e Reação do Mercado

Com a chegada de Gómez Palacio, a Telefónica espera um controle de custos mais rigoroso e uma integração mais profunda dos conteúdos com as operações globais. No entanto, o setor observa com cautela se essa maior corporativização da Movistar Plus+ poderá impactar sua capacidade criativa diante de concorrentes como Netflix e Disney+. A instabilidade na cúpula audiovisual da Telefónica, com três CEOs em três anos, levanta dúvidas sobre a continuidade de projetos de produção original.

O grupo apresentará seus resultados trimestrais no próximo mês, quando Gómez Palacio deverá detalhar seu plano para a Movistar Plus+. A expectativa é de que ele esclareça possíveis novos ajustes nas áreas de Ficción, Deportes e Entretenimiento. Oficialmente, a mensagem é de continuidade operacional, mas a magnitude da mudança sugere um novo rumo estratégico.

Fonte: Elpais

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