A Mosaic, gigante do setor de fertilizantes, redesenha sua operação industrial no Brasil com foco em margens e eficiência operacional. A estratégia envolve a venda do Complexo de Araxá (MG), movimento que reduz a produção anual de fosfatados em 1 milhão de toneladas. A companhia passará a suprir o mercado local a partir de outras unidades produtivas, além de importações provenientes do Peru e dos Estados Unidos.
Ajustes operacionais e diversificação
A unidade de Araxá enfrentava exaustão geológica e teve sua rentabilidade pressionada pela alta nos custos do enxofre. Para diversificar suas receitas, a Mosaic estuda agora novos projetos voltados à exploração de nióbio e terras raras em Patrocínio (MG). A empresa também investe em produtos de alta performance, como a linha de bionutrição, para auxiliar o setor agropecuário a otimizar o uso de insumos em um cenário de custos elevados.
Desafios logísticos e custos de produção
O redesenho operacional decorre da pressão nos custos de produção. O preço do enxofre, insumo essencial para a fabricação de fosfato monoamônico, chegou a superar o valor de venda do produto final em momentos recentes. A Mosaic monitora as tensões no Oriente Médio, região que responde por até 30% do fornecimento global de matérias-primas, e mantém estoques estratégicos para garantir o abastecimento por 60 dias.
Movimentações no setor de insumos
Outras companhias do setor ampliam seus investimentos. A Brandt, por exemplo, destina R$ 100 milhões para novas fábricas no Paraná, focando em biológicos e sementes com a meta de elevar seu faturamento em 22%. Paralelamente, fabricantes de biodiesel pressionam o governo para aumentar a mistura obrigatória no diesel para 16%, buscando reduzir a volatilidade dos preços do petróleo, pauta que segue em análise técnica pelo Executivo.
Fonte: Estadão