O Itaú BBA elevou a recomendação das ações da Usiminas (USIM5) para desempenho acima da média, sustentado por uma perspectiva otimista para o setor siderúrgico após a implementação de medidas antidumping. Nos últimos seis meses, os papéis da companhia registraram uma valorização de 41%, contudo, o Mercado financeiro avalia que o cenário favorável ainda não está totalmente precificado.
O banco revisou o preço-alvo da ação para o final de 2026, que passou de R$ 7,00 para R$ 9,00, indicando um potencial de alta de 25% frente ao fechamento anterior. Conforme o relatório, as iniciativas de defesa comercial elevaram a proteção do mercado doméstico, reduzindo a competitividade das importações chinesas e permitindo a entrada de fornecedores globais com patamares de preços mais elevados.
Impacto nos preços do aço
A expectativa de mercado é que o encarecimento do aço importado provoque reajustes relevantes nos preços internos até o terceiro trimestre de 2026. O Itaú BBA projeta que os valores do aço plano subam entre 10% e 20% no período, implicando uma alta média de 8,5% no preço doméstico da Usiminas em relação ao trimestre anterior.
A tese central aponta que os ajustes de preços compensarão a inflação de custos, viabilizando revisões positivas nos lucros da siderúrgica. Apesar de estoques elevados terem atrasado o repasse de preços no curto prazo, a tendência aponta para uma normalização à medida que o volume de inventários diminui.
Perspectivas para o setor siderúrgico
Os analistas reforçam que os aumentos de preços praticados no mercado interno ainda não refletem integralmente o impacto das medidas antidumping. Embora existam preocupações setoriais com o custo de insumos, a projeção é de estabilidade nos resultados do segundo trimestre, com os reajustes atuando como um contrapeso para as despesas operacionais.

Fonte: Infomoney