Ministro aponta aliados de Lula nos estados por baixo impacto de obras

Ministro Wellington Dias aponta que aliados de Lula nos estados não associam obras federais ao presidente, prejudicando sua popularidade.

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou que a falta de organização da base de apoio político do presidente Lula nos estados impede que os programas federais impulsionem a popularidade do petista como poderiam. Segundo ele, aliados em alguns estados não creditam ao governo federal o mérito por obras e programas, permitindo que o eleitorado associe essas conquistas a outros grupos políticos, inclusive opositores.

Dias explicou que essa ampla aliança política impõe como consequência a dificuldade de o governo reivindicar a autoria de suas obras. “Há esse efeito colateral onde ao mesmo tempo estamos fazendo [obras] com quem é governo e com quem é oposição”, disse.

Obras sem autoria clara

O ministro exemplificou que, em muitos locais, a população não associa as melhorias, como sistemas de água ou UTIs, ao governo federal. “É como se fosse só do município ou só do estado. Em muitos lugares mudam até o nome do programa”, declarou.

Ele comparou a situação a “jogar [as ações] de um helicóptero”, onde quem está em baixo não sabe quem está no helicóptero. Dias citou o Piauí como um exemplo onde Lula é mais popular, atribuindo o resultado à organização da base política local e à delimitação clara entre governistas e opositores.

Comunicação e apoio político

O ministro mencionou dificuldades em comunicar as ações do governo a apoiadores que desejam promover o trabalho de Lula em nível local. “Há uma queixa de que não conseguem dominar sobre o que o governo faz nesses lugares.”

O Ministério das Relações Institucionais é o principal órgão responsável pela organização do apoio político ao presidente. O cargo está vago desde que Gleisi Hoffmann deixou a pasta para se candidatar ao Senado. Dias não responsabilizou o ministério ou seus antigos ocupantes pela falta de organização.

Contexto eleitoral

Lula concorrerá à reeleição e as pesquisas de intenção de voto indicam um empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro. A avaliação negativa do governo Lula tem predominado sobre a positiva, o que aumenta a preocupação com a comunicação das entregas do governo.

O presidente demonstra interesse em compreender a percepção da população sobre as ações do governo. Ministros como Alexandre Padilha (Saúde) e Luiz Marinho (Trabalho) fazem parte de um grupo que Lula manteve na gestão para evitar um esvaziamento durante a campanha eleitoral.

Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social, aponta falhas na comunicação de obras federais.
Presidente Lula em evento oficial
A popularidade de Lula pode ser afetada pela falta de associação direta com obras federais.
Congresso Nacional em Brasília
A composição do Congresso dificulta a articulação política do governo federal.

Fonte: UOL

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