O colunista Carlos Andreazza criticou a condução do Senado na análise da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A formalização da escolha pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorreu nesta quarta-feira (1º), após anúncio em novembro.
A análise do nome de Messias agora depende do crivo dos senadores. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pode adiar a sabatina, o que gerou desconforto entre o Palácio do Planalto e a cúpula do Congresso. Alcolumbre teria ficado contrariado com o anúncio da indicação por Lula sem consulta prévia.
Andreazza avalia que a situação sugere uma questão pessoal e que o tempo para a análise da indicação é determinado por Alcolumbre. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar, confirmou que o agendamento da sabatina depende de Alcolumbre.
O colunista questiona o uso da expressão “tempo de Davi” para um ato formal de preenchimento de vaga no STF, ressaltando a importância da celeridade para a gestão de processos e a atuação do tribunal.
Fonte: Estadão