Mercado de petróleo enfrenta escassez e preços disparam por busca de barris

Mercado de petróleo enfrenta escassez global de barris, com preços físicos disparando e refinarias buscando suprimentos urgentes em todo o mundo.

O mercado de petróleo está em meio a uma disputa acirrada por suprimentos disponíveis, com traders e refinarias buscando cargas em todo o mundo. No Mar do Norte, um dos principais mercados físicos, a demanda por cargas superou significativamente a oferta, levando a negociações de barris a preços recordes, acima de US$ 140. Refinarias buscam suprimentos em locais cada vez mais distantes, resultando em negociações incomuns e altos prêmios para o petróleo pronto para embarque imediato.

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A escassez de petróleo bruto é acentuada pela perda de suprimentos do Oriente Médio, criando um déficit que será sentido nas próximas semanas. Essa situação pode levar refinarias europeias a reduzir a produção, similar ao que já ocorre na Ásia, o que, embora possa equilibrar o mercado de petróleo bruto, agravará a escassez de produtos essenciais como diesel e combustível de aviação.

Em contraste com o mercado físico, o mercado futuro de petróleo para entrega em junho apresentou queda, influenciado pelo otimismo em relação a um cessar-fogo. No entanto, mesmo com sinais de aumento de tráfego em rotas importantes, a recuperação dos fluxos normais pode não ser rápida o suficiente para evitar uma crise. O tempo de trânsito do petróleo bruto do Golfo até as refinarias na Ásia e Europa leva semanas.

A demanda por barris disponíveis a curto prazo é evidente no prêmio que as refinarias estão dispostas a pagar. Algumas refinarias asiáticas priorizam a garantia de suprimentos em detrimento do preço, visando assegurar a segurança energética. O Dated Brent, referência crucial no mercado físico, atingiu máximas históricas, superando os níveis de 2008, mesmo com os futuros em patamares inferiores.

Países asiáticos, fortemente dependentes do Estreito de Hormuz, expandiram suas buscas por petróleo para além das fontes tradicionais. Refinarias japonesas aumentaram a compra de petróleo dos EUA, enquanto refinarias chinesas impulsionaram exportações do Canadá. Refinarias indianas também elevaram suas compras de petróleo da Venezuela.

A urgência por entregas rápidas é refletida na preferência por navios menores e rotas mais curtas. O prêmio para o petróleo bruto de entrega imediata pressiona o mercado, especialmente para refinarias menores que enfrentam maiores necessidades de financiamento e desafios de hedge. A diferença entre o petróleo bruto físico e os futuros, conhecida como backwardation, destaca o valor do tempo de trânsito.

A consequência dessa dinâmica é que algumas refinarias podem reduzir sua produção, apertando ainda mais os mercados de derivados de petróleo. Os preços de combustível de aviação e diesel já atingiram níveis recordes, e os estoques de gasolina nos EUA estão em mínimas históricas. Analistas alertam que a escassez sentida em outros mercados poderá se manifestar nos EUA, caso as exportações americanas permaneçam elevadas e não haja petróleo bruto suficiente para as refinarias domésticas.

Fonte: UOL

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