O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (7) dois pedidos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado. As solicitações visavam obter informações sobre as investigações do Banco Master e a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.


Mendonça justificou que as informações apuradas pela Operação Compliance Zero e as investigações sobre as fraudes do Master, sob sua relatoria no Supremo, ainda estão em andamento e com diligências pendentes. O ministro avalia que a divulgação dos dados neste momento poderia comprometer o andamento das apurações.
Apesar da negativa, o ministro deixou em aberto a possibilidade de reavaliar os pedidos no futuro, quando a fase de apuração for concluída. Os requerimentos foram apresentados pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e aprovados pela CPI em 11 de março. O parlamentar buscava entender se o falecimento de Mourão evidenciava comportamento típico de integrante de organização mafiosa.
A CPI pretendia apurar se o caso indicava um padrão de organização criminosa onde a morte seria preferível à condenação ou colaboração com as autoridades. O objetivo era também avaliar como esse tipo de conduta pode ser evitado em estabelecimentos policiais e prisionais.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, foi preso pela Polícia Federal em 4 de março. Ele tentou suicídio no mesmo dia, sob custódia em Minas Gerais, e não resistiu após ser levado a um hospital. O ato foi registrado por câmeras de segurança. Mourão era um dos homens de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro e era responsável pelo núcleo de intimidação e obstrução à Justiça, apelidado de “A Turma” em um grupo de WhatsApp. Ele é acusado de obter informações sigilosas mediante acesso indevido a sistemas da PF, do Ministério Público Federal (MPF), do FBI e da Interpol.
Fonte: Infomoney